Chico Buarque

Francisco Buarque de Hollanda nasceu no Rio e mudou-se para São Paulo ainda muito pequeno, aos dois anos de idade. Depois, foi para a Itália; primeiro, por vontade própria e, posteriormente, como exilado político. Hoje, é um cidadão do mundo.

Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 60, ganhando grande repercussão em 1966, ao vencer o I Festival de Música Popular Brasileira, com a canção “A banda”, premiação que ele próprio sugeriu que fosse dividida com “Disparada”, de Geraldo Vandré.

Na bagagem, colecionava muitos prêmios nos mais importantes festivais, até que, em 1968, foi declarado “hors concours” pelo Conselho de Música Popular, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, para que outros autores também tivessem a chance de serem premiados.

Versátil, assinou ainda a trilha sonora de diversos filmes e espetáculos teatrais. E como sua presença assumia um papel cada vez mais constante na história do teatro brasileiro, começou a escrever peças. Seus textos ainda viraram livros e a literatura brasileira só tem a agradecer pela contribuição.

Entre as trilhas para o cinema, destaque para: “Quando o Carnaval chegar”, “Vai trabalhar, vagabundo”, “Bye, bye, Brasil”, “Dona Flor e seus dois maridos”, “Eu te amo”, "Para viver um grande amor" e "Perdoa-me por me traíres". Nas produções musicais do teatro, apontamos: “Os saltimbancos”, “Morte e vida severina”, “Suburbano coração”, “O grande circo místico” e “Cambaio”. Como dramaturgo, merecem especial atenção: “Roda viva”, “Gota d’água”, “A ópera do malandro” e “Calabar – o elogio da traição”.

Na carreira literária, foi ganhador de três Prêmios Jabuti: melhor romance com “Estorvo”, em 1992, além do Livro do Ano, tanto por “Budapeste”, lançado em 2004, como por “Leite Derramado”, em 2010.

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