Artistas

Marcus Viana e convidados

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O compositor e multiinstrumentista Marcus Viana vem, desde a década de 70, desenvolvendo uma significativa produção musical, tanto no Brasil quanto no exterior. Filho de Sebastião Viana, um flautista e maestro que foi assistente e revisor das obras de Villa Lobos, recebeu no lar sua iniciação na música. Atuou como violinista na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Nos anos 80, participou de tournées e gravações com Milton Nascimento e outros membros do “Clube da Esquina” como Beto Guedes, Lô Borges e Flavio Venturini. Fundou o Grupo Sagrado Coração da Terra, ícone do movimento progressivo nacional e internacional e a Transfônica Orkestra, grupo de música instrumental que funde elementos sinfônicos às raízes brasileiras e afro-ameríndios. Um dos principais compositores da música instrumental brasileira, principalmente de trilhas sonoras para cinema e TV, com as quais alcançou projeção nacional. Marcus Viana é o músico brasileiro independente com maior número de CDs lançados no mercado nacional e internacional, com quase 50 títulos que vão desde música instrumental, MPB e trilhas sonoras passando pela música infantil, new age, clássica, contemporânea e rock progressivo. Entre seus maiores sucessos para TV brasileira destacamos as trilhas compostas para as novelas “Pantanal”, “Ana Raio e Zé Trovão”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Aquarela do Brasil”, “O Clone” e “A Casa das Sete Mulheres” e para os filmes “Olga”, “Filhas do Vento” e “O Mundo em Duas Voltas”. Criou uma distribuidora de música independente, a “Sonhos e Sons”, que hoje tem em seu catálogo mais de 300 títulos e congrega artistas brasileiros dos mais variados estilos musicais. A Sonhos e Sons é hoje distribuída na América do Norte, Europa e Ásia e aos poucos se firma como um dos grandes canais da música brasileira no exterior. Marcus Viana tem um imenso repertório de obras (mais de 1600 composições) em sua editora, com representação em todo mundo. O sucesso de suas trilhas sonoras em mais de 180 países que importam as séries da TV brasileira o coloca, atualmente, como um dos maiores embaixadores da música do Brasil. Para Marcus, a música é uma ferramenta de cura psíquica e emocional para o ser humano e seus planos para o futuro se inclinam nessa direção: a Pharmácia de Música e a Música das Esferas, projetos onde a arte e a ciência se unem para impulsionar nossa civilização a um novo patamar de consciência.

Tadeu Franco

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Geraldo Tadeu Pereira Franca, conhecido pelo nome artístico de Tadeu Franco, nasceu em Itaobim, Minas Gerais, em 19 de agosto de 1957. Filho de Didico de Sousa Franca e de Esmeraldina Rodrigues Franca. Aos cinco anos de idade, Tadeu mudou-se para Teófilo Otoni onde, ainda pequeno, canta em festas de aniversário da vizinhança. Chegando em Belo Horizonte, trabalhou como vendedor, mas foi cantando na noite que conheceu Milton Nascimento. Em 1982, Bituca o convidou para gravar a música “Comunhão”, que faz parte do disco “Missa dos Quilombos”, ao lado dele e da cantora Simone. Grava, ao lado dos dois, o videoclipe de “Comunhão”, que é apresentado com sucesso na Rede Globo. Em 1984, lança o disco “Cativante”, com produção e direção de Milton Nascimento, arranjos de Wagner Tiso e Túlio Mourão e músicas de Tavinho Moura, Zé Renato e do próprio Milton. Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, recebe o título de cidadão honorário e a comenda Rômulo Paes de Mérito Artístico. Foto: www.agendabh.com.br

Trio Amadeus

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O nome AMADEUS é uma homenagem ao Mozart. O estilo? Não é erudito puramente, mas também não é essencialmente popular. São os dois ao mesmo tempo. O diferencial começa pela formação do grupo. A base é a harpista e cantora lírica, Marcelle Chagas, e o violonista e cantor popular, Fábio Lopes. O terceiro integrante é sempre um músico convidado e dependendo da formatação do show, pode ser um violinista, um flautista, um guitarrista, ou até mesmo um percussionista. Marcelle é bacharel em canto lírico e harpa pela UFMG; Fábio é cantor, compositor, produtor, guitarrista e violonista. O grupo surgiu, a princípio, com a proposta de tocar músicas eruditas com uma formatação mais popular, através da redução dos arranjos tradicionais de orquestra para basicamente violão, guitarra e vozes. Rapidamente, passaram a tocar também suas próprias composições, que também não deixaram de revelar sua ambígua influência dos estilos erudito e popular. Marcelle adquiriu uma personalidade de voz inconfundível que já não é lírico plenamente e que se aproxima ao estilo dos musicais da Broadway. Fábio possui um canto leve e suave que se funde à voz da Marcelle em seus arranjos de segunda voz ou duetos, em contraste com o canto arranhado do rock de outrora. A harpa é outro elemento que trouxe ainda mais identidade ao trabalho do grupo, devido à sua fascinante sonoridade e raridade. Existem pouquíssimos harpistas no Brasil. Na maioria das vezes, o Amadeus se apresenta em formação de trio em que o terceiro instrumentista é um músico convidado. Até 2008, o terceiro integrante era o guitarrista Rafael Cheib que participou da gravação dos dois primeiros Cds do grupo (“Amadeus” e “Sobre todas as coisas”). Os dois álbuns possuem releituras popularizadas de obras de compositores eruditos consagrados como Mozart, Verdi, Bach e Bizet, ao lado de composições suas e de parceiros. Em seus shows, além de suas próprias músicas, apresentam composições eruditas de compositores consagrados como Mozart , Bizet e Verdi, músicas brasileiras de compositores como Tom Jobim e Chico Buarque, além de outras que combinam com o som angelical da harpa e da voz de Marcelle, como trechos dos musicais “O Fantasma da Ópera”, “Cats”, “O Mágico de Oz” entre outros estilos. Origens A identificação entre os integrantes do Amadeus não estava somente na música, mas também nos números. Fábio e Marcelle se conheceram na faculdade de Física da UFMG. A certa altura do curso, Marcelle decidiu se dedicar exclusivamente à música e deixou a Física para ingressar na faculdade de canto lírico pela UFMG. Certa vez, ela estava ensaiando para cantar em uma ópera montada pela Escola de Música e precisava que alguém a acompanhasse tocando os arranjos da orquestra durante os ensaios. Normalmente, um pianista faz esse acompanhamento. Não tendo um pianista à sua disposição naquela ocasião, ela pediu para que o Fábio a acompanhasse ao violão. Mesmo sem muita experiência com a música puramente erudita, Fábio tentou acompanhá-la à sua maneira. A ópera era “A Flauta Mágica” de W.A.Mozart, e nascia assim o AMADEUS. A primeira música que ensaiaram foi a ária “Papageno, Papagena”, primeira música do primeiro CD do grupo, uma clara homenagem a Mozart. Fábio concluiu seu bacharelado em Física, mas durante o mestrado em “Informação Quantica”, o trio Amadeus passava a ter cada vez mais compromissos, então ele decidiu também abandonar o mestrado para se dedicar ao AMADEUS com exclusividade. Marcelle iniciou os seus estudos de música aos 5 anos de idade, iniciando com piano e participando de corais . Posteriormente, começou a estudar harpa e desde então vem se dedicando plenamente à essa atividade. Fábio iniciou os estudos com violão popular aos 8 anos de idade. Dos 14 aos 20 anos foi líder e vocalista de uma banda de rock que tocava suas próprias composições. Estudou também violão clássico e hoje, ao lado de Marcelle, comanda o AMADEUS. Discografia O Trio Amadeus tem dois Cds gravados. O primeiro CD do grupo (“Amadeus”) foi lançado no final de 2004. Possui seis composições inéditas de autoria do grupo e parceiros, destacando as faixas “Rainha”, “Aurora” e “Sento nell c’ore”, baseada em um texto medieval italiano, além de quatro composições eruditas: “Papageno, Papagena” da ópera A Flauta Mágica de W.A. Mozart, “Habanera” da ópera Carmen de G.Bizet, “Ária da quarta corda” de J. Bach e “Hodie nobis” do colonial mineiro, composição de João de Deus de Castro Lobo. Todas as músicas foram gravadas em formação de violão, guitarra e vozes somente. É um CD mais intimista e muito suave. O segundo CD (“Sobre todas as coisas”) foi lançado no primeiro semestre de 2008. Nesse álbum, a harpa foi definitivamente trazida para composição do grupo. Além disso, fizeram experimentações com formações maiores, arranjos para orquestra e samplers. Em seu repertório, destacam as belíssimas composições de Marcelle e Fábio “Per te” e “Love’s seeds” em contraste com a ritmada “Menino”. Como também não poderiam faltar, o disco apresenta ainda as famosas “Ária da Rainha da Noite” da ópera A Flauta Mágica e “La ci darem la mano” da ópera Don Giovanni de W.A.Mozart, “Libiam” da ópera La Traviatta de J. Verdi, “Seguidilla” da ópera Carmen de Bizet e “Una voce poco fa” da ópera O Barbeiro de Sevilha de J.Rossini, claro que todas com a leitura própria do AMADEUS.