Fundada em Juiz de Fora em 1909 por um grupo de pioneiros ligados à literatura e a cultura, onde pontificavam jornalistas, escritores, profissionais liberais, homens públicos e conceituados militantes da cátedra e dos tribunais.
Inicialmente, os doze idealizadores capitaneados por Machado Sobrinho e integrados por intelectuais do naipe de Belmiro Braga, Dilermando Cruz, Amanajós de Araújo e outros expoentes das letras, elegeram mais dezoito intelectuais espalhados por todo o Estado e representativos do que de melhor existia entre a elite acadêmica de Minas Gerais. Dentre os dezoito, destacavam-se Nelson de Senna, Alphonsus de Guimaraens e Carlos Goes, além de outras influentes personalidades.
Em 1915, acordaram os membros da Academia Mineira de Letras a transferência da sede da Academia para a Capital do Estado, em gesto de despreendimento e de visão. Em 1943, viria a Academia receber sua sede própria, em um edifício da rua dos Carijós, aonde permaneceria até 1987, quando Vivaldi Moreira, após 12 anos de determinada articulação junto aos poderes públicos, conseguiria o comodato do palacete Borges da Costa, atual sede da Academia e cogominado Casa de Alphonsus de Guimaraens.
O contraste do clássico - verdadeiro relicário - e o moderno arrojado e funcional - Palacete e Auditório (projeto do arquiteto Gustavo Penna) - deu à Academia o realce e a beleza externa que o seu rico conteúdo interno - homens e livros - abriga atualmente. A casa passou a ser integrada por 40 membros a exemplo da Academia Brasileira e a Francesa, eleitos por um colégio eleitoral em processo aberto.
O FIC 2009 acontece pela primeira vez na Academia Mineira de Letras, no dia 24 de setembro, das 17h às 18h30. Entrada franca.